Thursday, February 28, 2008

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O termometro do computador marcava -7C quando arrastei o moço para a rua comigo. Lá fora o céu anil nítido, o sol mais amarelo que nunca, e o frio mais concreto que no reloginho do computador.
Fomos para a famosa Coney Island, que todos sabem está com os dias contados.
O frio.
Comendo cachorro-quente no Nathan um menino de uns 7, 8 anos, olhos grandes, escuros de uma vitalidade que invejo. Todo arrumadinho com aquele cachorro quente. Enquanto o D comprava a comida para nós eu também me senti a menininha que espera – não o pai, no meu caso eu esperava o tio trazer as guloseimas. Me senti tão claramente com 7 ou 8 anos e foi um sentimento tão bom, talvez por toda a fantasia do parque de diversões, do céu azul,do cachorro quente... só faltava um balão vermelho solto em algum lugar...
(to falando muito, to bêbada de sono...mas vamos lá)

O frio.
O vazio.
A beleza.
As gaivotas.

De volta à ilha civilzada entre outras coisas fui pra aula de documentário onde vi, pela metade, um filme sobre crianças com leucemia. O filme é bom, o tipo de documentário que até agora considerava documentário (meio cinema direto, mas nem tão puro assim, meio verité também, isso não vem ao caso...)
O que vem ao caso é que o assunto me interessa não por serem crianças, não por terem uma tremenda vontade de vencer a doença. Mas por falar de vida e de morte e de percebermos que um dia nosso dia chegará. E quando e como vai ser? E claro pensei no meu pai, que lutou também de sua maneira e teve sua hora quando eu ainda era uma pirralhinha... a minha pergunta era: meu trabalho deve ser sobre isto? sobre questões crucias que eu penso diariamente? ou posso me permitir continuar falando sobre danças e levezas? o trablho tem que ser conectado com o seu pensamento mais íntimo? ou o trabalho pode ser sobre seus interesses (tb verdadeiros)...tá confuso, né? tô com sono.
Qual é a medida do envolvimento "da pessoa" no seu trabalho?
Fico por aqui. Espero que amanhã, ao reler isto, não delete tudinho...

Wednesday, February 27, 2008

antes que as flores morram

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Assim como Woody Allen prefere Paris quando tá em NY e NY quando está em Paris, eu sou uma blogueira em crise. Minha primeira tentativa (segunda se eu me considerar pioneira em blogs com Tati Wells no falecido lionlounge)de postar foi por água a baixo, pois não encontrei o tom, o assunto, o jeito...deu errado. Mas uma semana depois de detonar meu blog me pego na rua sempre tendo um comentário a fazer. De mim para mim, nada grave...Então tá, mais uma vez aqui estou com este enorme desejo de escrever sobre o nada, o trivial.
Desta vez vou mandar pros amigos que é pra ver se, menos escondida, tenho mais vontade de escrever.