Monday, September 8, 2008

Some sense of humor is necessary... another thing that Americans do a lot, I mean, a looot is to pay compliments. To live/be raised here is like to be inside self-help book. Everyone can really succeed.
The other day at the park there were some kids learning soccer (yeah, now they seem to like it) and EVERYTIME the boy touched the ball, the coach said "great, awesome, well done..." Can you imagine that? In Brazil to receive such a compliment you must be a Ronaldinho in the beginning of the career.

Friday, April 25, 2008

5

Not a very good blogger. Descobri que a maior parte das pessoas é como eu, ou seja, não sabe, não consegue, não bloga. Crio sempre posts imaginários no metrô que são esquecidos no exato momento em que a porta se abre.
Falando em saídas de metrô, me lembro que outro dia ao subir as escadas, era noite, vi um vulto, como de um gato imenso atravessando a rua, vindo do Parque (tenho que usar maíuscula, pois é O parque) em minha direção.
Parei; tentando entender que bicho era aquele, gordo, grande, mais lento que um gato... um casal de franceses também viu e ela veio pra mim "what kind of animal is that?" ao que respondi "don't know the name in English..." mas em português eu sabia: Guaxinim. Palavra bonita, né? Aqui conhecido por Racoon.
Podem dizer o que quiserem, mas que acho estranho dar de cara com um guaxinim no meio de NY, eu acho...

Thursday, March 20, 2008

4

Deixei de contar a história do dia em que me perdi (por 10 minutos vai...) no Greenwich Village e o prazer que senti. Adoro me perder (em lugares legais, claro) e também chovia e parava de chover...enfim, tudo podia ter sido uma merda não fosse essa coisa dentro de mim que fica feliz em se molhar na chuva. Este solzinho amarelo (e tem de outra cor?) que me habita e me faz ser, after all, uma pessoa que gosta de viver.

Agora estou lendo o livro The Omninvore's Dilemma, aproveitando a semaninha de férias e – por razões que não cabem aqui, mas que dizem respeito ao gosto (ou a absoluta falta de) dos frangos de hoje em dia – lembrei de um almoço que nós, eu e ele, comemos há não muito tempo num lugar que fica entre Tiradentes e Bixinho, MG.
Eu recomendo: quem estiver na estrada de terra que liga as duas cidadezinhas, please, olha pro lado e vê uma espécie de galpão de madeira super cuidado (cheio de fotos de família dentro), pega o atalho e senta e pede uma frango ora pro nobis com cerveja ou cachaça ou água... uma destas experiências que não se tem nem no Leblon, nem em Manhattan.
Tá difícil escrever. Vou postar foto.

Tuesday, March 4, 2008

3

Descobri que eu tenho que escrever na hora. Sem pensar, sem preparar.
Agora vou tentar escrever tendo deixado o momento passar, o frescor se tornado mofo. Haha.
Sexta-feira fomos para Catskills num ônibus que saia de Columbia com alunos estrangeiros ou internacionais como eles se referem a nós.
Pensei que podia ser uma grande roubada com a fobia que tenho de excursões e torcida organizada. Mas felizmente não era nada além de um mega desconto, um bus confortável e... só.
Chegando lá nos apressamos em alugar equipamento e fazer a nossa primeira aula de ski, ou esqui. Metáforas sobre a alegria de aprender algo novo, sobre cair e rir, sobre o medo que dá e o medo que é vencido, sobre os limites, sobre controle na descida e frio na barriga na subida. Todas estas metáforas rendem uma série de livros de auto-ajuda para empresários...mas felizmente elas estão muito aquém da experiência.
Eu sei, eu tô empolgada, mas vocês me conhecem...eu sou empolgada. Principalmente com movimento, com a paisagem na minha frente...se eu me senti uma criança em Coney Island, lá eu estava com uns 9 ou 10 anos. Feliz da vida.
Perdi as sensações, mas consegui escrever um post sem elas.

Thursday, February 28, 2008

2

O termometro do computador marcava -7C quando arrastei o moço para a rua comigo. Lá fora o céu anil nítido, o sol mais amarelo que nunca, e o frio mais concreto que no reloginho do computador.
Fomos para a famosa Coney Island, que todos sabem está com os dias contados.
O frio.
Comendo cachorro-quente no Nathan um menino de uns 7, 8 anos, olhos grandes, escuros de uma vitalidade que invejo. Todo arrumadinho com aquele cachorro quente. Enquanto o D comprava a comida para nós eu também me senti a menininha que espera – não o pai, no meu caso eu esperava o tio trazer as guloseimas. Me senti tão claramente com 7 ou 8 anos e foi um sentimento tão bom, talvez por toda a fantasia do parque de diversões, do céu azul,do cachorro quente... só faltava um balão vermelho solto em algum lugar...
(to falando muito, to bêbada de sono...mas vamos lá)

O frio.
O vazio.
A beleza.
As gaivotas.

De volta à ilha civilzada entre outras coisas fui pra aula de documentário onde vi, pela metade, um filme sobre crianças com leucemia. O filme é bom, o tipo de documentário que até agora considerava documentário (meio cinema direto, mas nem tão puro assim, meio verité também, isso não vem ao caso...)
O que vem ao caso é que o assunto me interessa não por serem crianças, não por terem uma tremenda vontade de vencer a doença. Mas por falar de vida e de morte e de percebermos que um dia nosso dia chegará. E quando e como vai ser? E claro pensei no meu pai, que lutou também de sua maneira e teve sua hora quando eu ainda era uma pirralhinha... a minha pergunta era: meu trabalho deve ser sobre isto? sobre questões crucias que eu penso diariamente? ou posso me permitir continuar falando sobre danças e levezas? o trablho tem que ser conectado com o seu pensamento mais íntimo? ou o trabalho pode ser sobre seus interesses (tb verdadeiros)...tá confuso, né? tô com sono.
Qual é a medida do envolvimento "da pessoa" no seu trabalho?
Fico por aqui. Espero que amanhã, ao reler isto, não delete tudinho...

Wednesday, February 27, 2008

antes que as flores morram

1

Assim como Woody Allen prefere Paris quando tá em NY e NY quando está em Paris, eu sou uma blogueira em crise. Minha primeira tentativa (segunda se eu me considerar pioneira em blogs com Tati Wells no falecido lionlounge)de postar foi por água a baixo, pois não encontrei o tom, o assunto, o jeito...deu errado. Mas uma semana depois de detonar meu blog me pego na rua sempre tendo um comentário a fazer. De mim para mim, nada grave...Então tá, mais uma vez aqui estou com este enorme desejo de escrever sobre o nada, o trivial.
Desta vez vou mandar pros amigos que é pra ver se, menos escondida, tenho mais vontade de escrever.